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DEBT.GDP
17 Fevereiro 2017 /
Por José Caçorino

Newsletter Semana de 13 a 17 de Fevereiro

A política voltou a marcar o comportamento dos mercados esta semana.

Em primeiro, nos Estados Unidos, Michael Flynn, o conselheiro de segurança do presidente Donald Trump, apresentou a sua demissão depois de se terem levantado rumores de que este não tinha prestado todas as declarações devidas ao Vice-presidente no que toca às conversas que teve com o embaixador russo. Esta demissão ajudou a criar uma imagem de desorganização dentro da administração americana, já que durante esse dia diversos membros, entre os quais o próprio presidente apresentaram declarações contraditórias sobre estas conversas entre o General e o Embaixador.

Entretanto, a informação surgiu vinda do “deep State” o que revela o descrédito que os funcionários das secretas têm para com o presidente, ficando ainda mais claro já no final da semana quando os media americanos citaram fontes anónimas alegando que as secretas não têm passado toda a informação ao presidente por não confiarem nele.

Na Europa destacam se dois acontecimentos, em primeiro ficamos a conhecer os detalhes da última reunião para decisão das taxas de juro do BCE e que revelavam a intenção de prolongar o programa de incentivos ao crescimento da região já que consideram prematuro encerrar o programa agora, mesmo tendo em consideração os últimos dados da inflação que se aproximou bastante dos valores pretendidos.

Segundo, a Grécia voltou a estar no centro das atenções já que, o comissário europeu para os assuntos económicos visitou o governo de Atenas para discutir a implementação de novas medidas de Austeridade. Sem estas o governo terá dificuldade em desbloquear mais uma do empréstimo que lhe foi concedido pelos seus pares europeus, o que o levará para banca rota por volta do verão deste ano, no entanto, Alexis Tsipras afirmou que não vai pedir nem mais um cêntimo aos gregos.

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Dados Macroeconómicos:

  • Devido ao aumento no preço do petróleo a inflação nos estados unidos subiu para 2,4% em Janeiro quando tinha sido de 2,1% em Dezembro. Este aumento levou Janet Yellen a afirmar que pretende continuar a aumentar as taxas de juro.
  • O PiB no Japão fechou 2016 a crescer 1% depois de em 2015 ter crescido 1,2%.
  • Na zona euro a perspectiva para o crescimento da economia foi reduzidas de 1,8% para 1,6%.
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